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quinta-feira, 25 de março de 2010

Então é isso...

Palavras podem doer-me mais que ações... Mas e a ausência delas? Doem muito mais. Por mais que eu ame ser amada, queria que você me tratasse como trata o lixo, queria que você ao menos me fizesse ter raiva de você; terminar desta maneira ( quando a culpa não é necessariamente de ninguém ) apesar de ser o mais sensato, ainda não me parece o certo... Já houve tempos em que eu faria absolutamente tudo, apesar de hesitar, me entreguei de coração a nós.

Logo no começo éramos melhor que um casal, pois não tínhamos segredos, apesar de termos sido um segredo, e eu me deixei levar pelos desejos. Todas as manhãs ligava para ouvir a sua voz ( com a desculpa de acordar-te ) Não existia nada mais gostoso do que ouvir aquela voz sonolenta. Era tudo tão gostoso que me sentia bem o tempo todo. Apesar da dificuldade de me concentrar nas aulas, ainda vencia a luta que era te tirar da minha mente. Incrível como quaisquer detalhes bizarros me faziam lembrar você... A ponta do lápis, o casaco de alguém, uma xuxinha roxa, um all star branco, uma calça folgada, pele branca, entre outros. Nossos encontros eram tão bons e ao mesmo tempo dolorosos. Era terrível ficar tão próxima de alguém sem poder tocar, beijar quando quiser, segurar as mãos, ficar mexendo no cabelo... É, nossos primeiros meses foram muitos bons, o fato de ser um segredo não me incomodava tanto, ao menos eu tinha algo que era particular meu, um mundo só meu, onde não importava o que julgariam, diriam, ou pensariam, eu tinha você feliz comigo. E bastava isso. Os outros que se fodam. Nem mesmo sua ex. poderia mudar isso. Tudo fora perfeito nos primeiros meses.

Num instante, foi como uma tsunami, começou-se as brigas desnecessárias mas contudo nunca esquecíamos que nosso amor é maior que tudo aquilo. Tentávamos mas não conseguíamos ficar com raiva, era engraçado. A cada briga, a casa lagrima, o que sentia dentro de mim só fazia aumentar, se fortalecer. Realmente não sei como exatamente começou, mas lembro-me que desde Agosto, nós nos magoávamos muito, chorávamos muito, foi um inferno. Mas ainda estava com você, e era isso que importava. Só depois fui percebendo o quanto egoísta eu estava sendo com você, queria você comigo, você feliz ou não. Mas eu daria tudo só pra nos salvar, mas seria justo com você? Sabia a resposta. Não. Por muito tempo isso martelou na minha cabeça. Aconteceram muitas coisas, brigas, e confusão da minha parte, que terminei. Somos tão diferentes, era o que pensava na época, não tinha como dar certo.

Por fim, terminei. “Descobri” coisas desagradáveis, muitas. A pessoa que eu amava tanto desapareça subitamente, fui percebendo seus defeitos da forma mais detalhista possível e não queria aquilo pra mim. Tentei fugir, me esconder, mas aquilo dentro de mim ( suposto amor ) apesar de deformado era forte. Internet, dormir, sair, não podia fazer nada disso pois tudo me lembrava você... Acabei passando um mês reclusa da vida social. Por fim, voltamos, apesar de cansados, inseguros, o nosso amor deformado, juntamente com o desejo de um para que o outro fique bem, isso era o que nos unia...



Pois é, é isso.





2 comentários:

Letícia disse...

infelismente, as coisas sempre são assim...

H disse...

Eu moro em JP. Acho q só te encontrei umas duas vezes pessoalmente, mas quero dizer q às vezes vejo o seu fotolog, flickr, twitter e agora blog. Você é encantadora.